Luvas e Alergia
Existem dois grupos de luvas de látex; o látex natural e látex sintético.
A seiva da Seringueira é a matéria prima para confecção de
luvas de “borracha” , e por serem um extrato natural, possuem na sua composição
proteínas que são as grandes causadoras de alergias dérmicas além dos agentes
de vulcanização que causam as dermatites
de contato. Estudos mostram que cerca de 3% da população mundial tem a
tendência de desenvolver dermatites pelo
uso contínuo deste material (cirurgias, clínicas, laboratórios) e outra pelo
simples manuseio delas e na área da saúde este percentual aumenta para cerca de
9%.
Luvas de látex são largamente utilizadas nas salas
cirúrgicas para evitar contaminação, e também na área de higienização e limpeza
(facilities).
Dermatite é a reação do organismo as substâncias
consideradas agressivas causando irritação cutânea, coceira, vermelhidão, urticária,
inflamação, inchaço, eczema, descamação e rachaduras na pele.
Com o desenvolvimento tecnológico este material (látex)
começou a ser utilizado em banhos externos nas luvas de tecidos de algodão
suedine (chamadas de luvas com suporte têxtil), com a finalidade de evitar o contato da pele diretamente ao látex tornando
este tipo de luva menos agressiva à pele e consequentemente não desenvolver dermatites
de contato.
Na década de 1990 entraram no mercado luvas de látex sintético
(acrilonitrila ou simplesmente nitrílicas) matéria prima derivada do petróleo e
por ser “sintética” se tornaram as luvas mais resistentes a alguns químicos e
com a característica de serem anti alérgicas ou hipo alergênicas, pois não tem
a proteína que causa a “alergia” .
E também da mesma forma foi utilizado para dar banhos em
suportes têxteis em tecidos de algodão, de poliamida e outras fibras sintéticas
como para aramida, fios de fibra de vidro e fibra de carbono e grafeno,
resultando em luvas anti alérgicas de boa resistência a abrasão, ao calor e ao corte.